Minha alma é que não vai ser, talvez minha percepção,
e isso vai sair caro.
Em uma segunda oportunidade passei pelo Cine Livraria Cultura e desta vez foi para ver Meia noite em Paris e em uma certeza única e universal dentro do Cosmo Paulista eu tenho mais uma ideia: Maurice Merleau-Ponty e seus estudos sobre a Percepção me ajudaram, sim. Não sou expert em literatura francesa, porém antes do filme passei pela Livraria Cultura e olhei brevemente o livro do mesmo que trata do tema Percepção, e em uma das cenas mais engraçadas se tratando de expressão corporal, expressão do discurso ficou claro para minha consciência que o Sr. Owen Wilson em um momento que ele rouba as joias de sua esposa para tentar conquistar outra Senhorita (é necessário ver o filme para entender os motivos que o mesmo interpretando Gil Pender com seu alter ego de escritor rouba a joia), enfim, dentro daquela situação embaraçosa que ele se coloca a interpretar, pode ser que eu esteja errado, mais se Woody Allen fez uma grande homenagem aos grandes artísticas modernistas, e não só os modernistas verificando assim que o Sr. Owen Wilson fez uma homenagem ao Sr. Woody Allen. Era o Woody Allen interpretando, ou pelo menos Owen se esforçou para que o mesmo acontecesse. Woody não aparece no filme, mas parece que Owen se fez parecer. Grande filme, uma aula de história da arte e cinema. Obs. Eu fiquei dando risada sozinho nesse momento do filme, fiquei pensando comigo: ou as pessoas ficaram preocupadas com a situação em que o filme retratava, ou vi o que ninguém viu. Não sei se nesse momento passei por idiota segurando a risada fazendo assim barulhos estranhos ou se foi por ter percebido tal ideia. Enfim, iria novamente ao cinema para assistir o filme onde o que foi escrito faz parte de uma curiosidade, diríamos pessoal. Sim, talvez Maurice Merleau-Ponty tenha me ajudado a dar risada e o pouco que sei sobre a referência que não passa de duas páginas lidas do Sr. Lacan e do próprio em uma livraria antes do filme.

(8.